Bebê com ou sem chupeta?

A gente da a chupeta e alguém nos fala de seu maleficio, a gente não da e sempre tem quem questione também. Como tudo na maternidade é um assunto polemico e complicado que tem seus benefícios e malefícios e por isso, quero contar das minhas duas experiencias hoje, bebê com e sem chupeta!

Quando Bento nasceu, nem conseguia imaginar ter um bebê sem chupeta, não sei se influenciada pelas bonecas que dormiam sempre de chupeta na boca ou se pelo fato de não conhecer uma mãe que não desse, mas para mim era obvio, bebês usavam chupetas! Tanto que tinha três tipos já compradas em casa antes mesmo de ele nascer. Para mim, o único mal era tirar depois, mas era algo que não me preocupava.

uso da chupeta

O pediatra falou, logo que ele nasceu, que era bom esperar caso eu quisesse dar e me lembro da primeira semana desesperadora que tive. Bento só queria mamar o tempo todo e eu não via a hora de dar chupeta para ele! Para mim era tipo questão de vida ou morte e não conseguia me imaginar com ele 24 horas no peito sem chupeta. Na consulta da primeira semana era isso que eu queria saber: “Posso dar a chupeta!?” Lembro do pediatra que tinha um filho com um mês a mais que Bento dizer que a chupeta tinha levado o bebê dele a confusão de bicos e que tiveram dificuldades para fazer ele voltar a mamar, mas que era uma decisão minha.

Cheguei em casa e esterilizei tudo! Dei a chupeta. Nessa mesma consulta, Bento havia engordado e recuperado o peso do nascimento, sai feliz e contente! Minha alegria durou pouco, pois com 1 mês ele havia engordado muito abaixo do esperado. Ele ainda mamava muito e eu fiquei arrasada, culpei meu hipotireoidismo (que estava controlado), minha prótese de silicone, o tempo que ele ficava no peito, mas em nenhum momento, ninguém me falou na chupeta. Para mim, a confusão de bicos era algo obvio de detectar e não era isso, na verdade, nem passou pela minha cabeça nada parecido.

Hoje ele tem um pouco mais de dois anos e estou me perguntando como farei para tirar a chupeta sem nenhum trauma extra. Eu mesma, quando criança, tirei a chupeta e troquei pelo dedo que chupei até colocar aparelho com 7 anos. Mas troquei pela unha que eu roía. A gente muitas vezes não sabe ou não ve, mas a criança desconta a ansiedade que a chupeta ameniza em outras coisas nem sempre tão claras para nós se não tirarmos a chupeta de forma leve.

Chiara nasceu e não tinha uma opinião formada sobre a chupeta ainda. Decidi que se achasse necessário, daria e pronto! No quinto dia de vida, meus seios estavam doloridos e resolvi dar, para dar um tempo para meu peito! Ela pegou fácil e dormiu horas, foi ótimo para mim, até que na consulta do dia seguinte a pediatra indicou que ela fosse internada para ficar na luz fria por conta de uma icterícia que estava subindo rapidamente.uso da chupeta 2

Entre uma das indicações para melhorar era amamentar muito! Uma das formas de eliminar o causador da icterícia é pelas fezes e Chiara não fazia coco (além do meconio) ainda! Normal, nada assustador, se não fosse pela icterícia. Me senti a pior mãe do mundo por precisar desse tempo nos seios. No hospital, tive que dar chupeta para mante-la quieta na luz, mas ela começou a se irritar com o peito e eu, que estava determinada a amamentar sem complementos me assustei. No final, ela ficava no meu colo e seio de fraldas e virei as luzes todas para ela. Evitava colocar o braço envolta, ficava numa posição que ela ficasse encaixada sem cair no meu colo e assim que ela melhorou.

Voltei para casa e fiquei na dúvida, usar ou não a maldita chupeta? Meu medo era de eu não aguentar com esse mama todo, de ela dormir mal a noite e no desespero eu resolver dar a chupeta e ela não pegar! Mas na verdade não sentia de coração que deveria dar a ditocuja! Não dei, na realidade, a amamentação 24 horas deixou de ser um problema quando aceitei que seria assim por algum tempo e passei a dormir com ela mamando, comer com ela mamando, trabalhar com ela mamando, ao contrário de Bento, não parava para ela mamar, eu vivia enquanto ela curtia o mama dela e isso não me incomodou!

Hoje, com 5 meses, tenho sim momentos de dúvida, no carro, por exemplo, lugar que ela não gosta e tem que ficar sozinha, me pergunto se com a chupeta não era mais fácil, mas me vem na memória as vezes que cantei, coloquei música, brinquedo e segurei (forçadamente) a chupeta na boca do Bento para ele se acalmar no carro. As vezes que tive que levantar porque a chupeta caia e ele acordava, o desespero (até hoje) quando chega a hora de dormir e não encontramos a chupeta por nada. Enfim, lembro de momentos que a chupeta não facilitava tanto assim quanto eu achava e me sinto melhor.

Chiara dorme bem, ganha peso, ainda gosta do mama, do sling, do colo, mas de modo geral, não sinto falta alguma da chupeta. Percebi que a chupeta é uma necessidade minha e não deles. Talvez até uma necessidade da sociedade que julga um absurdo um bebê que fica no peito, que prefere o colo da mãe. Quando aceitei a natureza e me adaptei a essa falta, percebi o quanto pode ser melhor sem!

Quando o bebê nasce, parece que o tempo para, que as noites não passam e que aquele caos nunca vai passar, mas ai, você pisca e não passou só o dia ou a noite mal dormida, passou meses, anos! A gente sabe disso quando o filho cresce, tudo passa sempre e esse desespero que me levou a dar a chupeta para o Bento também iria passar! Enfim, esse é meu relato, sobre dois bebês que crio com e sem chupeta!

beijos

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