Criando três longe do Brasil!

Existe um motivo porque decidi abrir essa área do blog para os amigos. Porque nunca poderei estar em todos os lugares, ver tudo, nem viver todas as experiências. Esse contato me enriquece de uma forma que não consigo descrever e com a historia da Natty não foi diferente! Conheci no Instagram e pedi que ela contasse somente de como era criar os filhos longe da família na Alemanha. Mas ai, encontrei uma historia tão linda  e interessante que não sei resumir bem, porque tem muita coisa interessante, mas tentarei!

A Natty se casou com 19 anos com o Benjamin que era Alemão e decidiram viver na terra natal dele, quer saber deixa ela contar…

“ (…) Estudei e aprendi a língua já morando na Alemanha. No começo não queríamos filhos, queríamos esperar pois éramos muito jovens. Com 7 anos de casados deixei de usar pílula pra engravidar e depois de 9 meses de espera eu fui com meu marido direto em uma clínica especializada em fertilização e eles pediram alguns exames e descobrimos que meu marido não poderia me engravidar de forma natural, por causa da qualidade e quantidade do esperma.

Eu como sou bem ansiosa, já acompanhamos o próximo ciclo é fizemos a fertilização,  fizemos a icsi é um método em que o esperma é injetado no óvulo pelo médico,  um pouco diferente do método fvi, o mais conhecido que é quando os óvulos e espermas se fecundam sozinhos em um vidro,  naturalmente assistido. Para mim foi ótima esta opção também por motivo de consciência, assim eu pude dizer ao médico especialista para fecundar apenas a quantidade de embriões que eu iria usar, no caso foram 2.  Durante o tratamento ficamos muito sensíveis e com medo de não dar certo. Fiquei com sentimento de impotência e pensando porque comigo, tantas pessoas que não querem filhos e tem sem querer e eu tendo que me picar com agulha todos os dias durante o tratamento. Engravidei do Antonio de primeira, foi muita sorte e muito rápido. Quando o Antônio fez 1 ano e 5 meses fizemos a segunda pra tentar um irmãozinho (a) e não deu certo, fiquei triste,  mas não entrei em pânico pois já tinha tido uma ótima experiência engravidado tão rápido do meu Antônio. No próximo ciclo fizemos mais uma icsi e eu tinha certeza de que estava grávida de gêmeos e foi o que aconteceu. Melina e Benicio chegaram. Estou ficando um pouco doida com tanto trabalho, mas é a coisa mais linda ser mãe de gêmeos, e o Antonio é muito carinhoso com eles, é um fofo.

Cuido deles sozinha, não tenho babá e nem fada do lar, tenho uma faxineira duas vezes por semana e não tenho família por perto, não é fácil, mas meu marido e eu somos muito parceiros e o fato de não termos família por perto nos une. O dia a dia sem ajuda funciona melhor se criar uma rotina, de manhã enquanto estão todos brincando preparo o café da manhã de todos, enquanto o papai se arruma pra trabalhar, depois comemos todos juntos e então vou me arrumar,  o papai leva o Antonio pra es colina e eu faço os babys dormir,  aí aproveito pra relaxar um pouco,  já que o dia começa cedo e é longo. Tento fazer almoço e arrumar a casa antes do Antonio chegar, porque a tarde quero dar atenção para os filhotes. Resumindo, os afazeres domésticos faço pela manhã, e deixo a tarde livre.  Para mim é essencial manter uma rotina para dormir. Em casa, as 8 da noite as crianças vão pra cama, assim temos tempo um para o outro e pra descansar antes de dormir.

Amamentar dois (os gêmeos) não é fácil, mas é gratificante. Saber que pude e posso amamentar

dois em livre demanda e sem complemento me faz me sentir forte. O pior para mim são as noites sem dormir direto. O Antonio passou a dormir à noite toda só com dois anos, depois que tirei ele do peito e logo depois os gêmeos nasceram e estou até hoje sem dormir uma noite inteira, já são 3 anos.  Por isso quero em breve desmamar os bebês, vai ser doloroso para nós todos, mas é que preciso muito dormir. Sou calma e tranquila, mas o sono afeta meu humor, minha paciência. Já me acostumei um pouco, mas acho que agora é hora. Eles vão fazer um aninho, vamos ver se consigo. Sou um pouco impaciente para isso e uso o peito pra acalma-los, ainda não sei como.

Agora passamos 3 meses no Brasil e estamos levando uma amiga que quer estudar alemão pra passar 8 meses coma gente e trabalhar com pra mim como babá, meu marido precisa trabalhar mais, pois tinha deixado o trabalho um pouco de lado pra me ajudar. As crianças amam a casa da vovó, o Brasil, eles gostam da farra e de muita gente dentro de casa. É ótimo, passeamos bastante e o clima é uma delícia. O Antonio aprende ainda mais português quando estamos aqui. No começo ele chega falando mais alemão e depois vai embora falando português, é uma fofura porque ele também já sabe até traduzir o que está falando.”

Amo historias lindas de família! Se tiver também uma legal para contar, pode me mandar, viu?

Quem ai amou como eu a historia da Nati e do Benny!? Quem quiser conhecer mais, corre no Instagram dela @mamaede03 .

Natty, obrigada, adorei sua historia!

Beijos

Lily

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