Depoimento: Fim da licença maternidade

Post do antigo blog de 20/11/2014:

Aqui em casa sou autônoma e faço home office, mas se não fosse, estaria na hora começar a sofrer para deixar Bento e ir trabalhar. Como não passarei por isso, convidei amigas queridas (essa mais uma irmã mesmo) para contar sua experiência com a volta ao trabalho. Abaixo um pouco da historia da Dani, que decidiu deixar o bebê na escola para ir trabalhar: será que ela achou uma boa ideia?

“Oi pessoal, hoje estou aqui para contar um pouquinho da minha experiência sobre a volta ao trabalho depois da licença maternidade. Mas antes, quero me apresentar. Sou a Dani, madrinha do Bento e amiga da Lily há mais de 20 anos! Rsrsrs, tenho 30 anos e sou mãe do João Vitor de 11 meses . Ela me convidou para escrever um post sobre o assunto e aceitei logo de cara pois tenho muito a falar sobre isso!

Bom, só pra vocês entenderem como chegamos a decisão de colocar o João no berçário, vou explicar um pouquinho como é a vida profissional minha e do marido. Nós trabalhamos em empresas familiares. Cada um com a sua respectiva família, temos um negócio próprio, o que por um lado é bom, mas por outro temos obrigações que muitas vezes não podem ser delegadas a outras pessoas, ou seja, a volta ao trabalho seria inevitável.

Eu sempre fui uma pessoa independente, inclusive financeiramente e desde que engravidei me perguntava como seria essa volta ao trabalho pós filho, se eu realmente teria vontade de voltar a trabalhar, se largaria tudo pra ficar com meu filhote 24hrs, etc. Essa era uma questão que me assombrava. Quando engravidei, decidimos na empresa que pelo menos 4 meses de licença eu tiraria, pois queria amamentar, cuidar do meu bebe e mais pra frente decidiríamos se essa licença se estenderia por mais 2 meses, ou seja, 6 meses no total. Quando o João completou 2 meses eu já comecei a sofrer por antecipação para a volta ao trabalho, ficava pensando como seria me separar dele, ficar longe, se ele se adaptaria, se EU me adaptaria. O tempo foi passando e a necessidade de voltar ao trabalho ia apertando, por outro lado, o João ainda mamava no peito e eu não queria desmamar naquele momento, então passei a conciliar o trabalho em casa com os cuidados do João para poder amamentar até os 6 meses pelo menos.

Quando o João completou 5 meses, meu leite diminuiu muito e ele precisava de complemento, então passei a complementar o peito com a mamadeira. Em muito pouco tempo, o João já não queria mais saber do peito e só tinha interesse em mamar na mamadeira e com isso meu leite secou de vez. Junto com isso, as coisas no trabalho apertavam cada vez mais e eu realmente precisava voltar. Então passamos a pensar nas opções para os cuidados do João. As vovós do João trabalham fora, então não tínhamos essa opção de deixa-lo com uma vovó. Para contratarmos uma babá, teríamos que ter uma que dormisse em casa pois saímos muito cedo de casa (por volta das 7hrs da manhã) e voltamos tarde (por volta das 19hrs). Sem contar que nosso ape é pequeno, não daria para ter uma pessoa dormindo em casa, tiraria toda a privacidade da família. Então só nos restava a opção de coloca-lo no berçário.

Decidido isso, passamos a buscar opções que fossem com uma localização boa para levar e buscar, que passasse segurança e acolhimento com nosso pequeno. Cheguei a visitar vários e escolhemos o que nos apresentou o melhor custo X beneficio. Algumas coisas eram primordiais para a minha escolha como, câmeras online para que eu pudesse espiar meu pequeno a hora que quisesse, localização boa tanto para o meu trajeto quanto para o trajeto do papai, ambiente acolhedor e que me passasse segurança, numero de professoras por bebes, alimentação, limpeza do lugar, horário de funcionamento flexível e depois de tudo isso, um valor acessível.. rsrsrsrs

A semana de adaptação foi de muita expectativa da minha parte. Queria ver meu pequeno feliz naquele ambiente estranho ainda para ele. Para minha surpresa, ele se adaptou super bem! Eu demorei um pouquinho mais pra me acostumar rsrsrs. Nos primeiros dias ia chorando pro trabalho e não via a hora de sair para grudar no meu pequeno.

A minha vantagem é que a empresa fica numa cidade próxima a São Paulo, então trabalho fora 3 dias na semana (segunda, quarta e sexta, que são os dias que o João fica integral na escolinha) e as terças e quintas faço home office, nesses dias o João fica na escola somente na parte da manhã e eu o busco depois do almoço e passo a tarde com ele.

Depois de ver que o João já estava totalmente adaptado, a escola me transmitiu muita segurança, as professoras são muito carinhosas com as crianças, vejo que o joão vai e volta feliz, então isso me tranquiliza demais! A única coisa ruim do início da escola são as doencinhas que eles pegam. Isso é inevitável. Nos 3 primeiros meses o João ficava doentinho semana sim, semana não. Resfriado, gripe, febre, otite, diarreia. Tive que ter muita força de vontade e pensei em largar o trabalho e tirar ele da escola toda vez que ele pegava alguma coisa. Me cortava o coração ver ele dodói.

Hoje, após 5 meses que o João frequenta a escola, já está muito mais imune, sem pegar nada há 2 meses, se desenvolveu demais depois que começou a frequentar a escolinha, é uma criança super sociável, adora estar com outras crianças, já quer logo interagir. E eu consigo cuidar da minha vida e voltar a rotina de trabalho foi muito importante pra mim, me sinto mais feliz. Acredito que tomei a decisão certa.

Bom, isso foi um pouquinho da minha experiência sobre a volta ao trabalho depois da licença. Só queria deixar claro aqui, que cada mamãe tem uma forma de pensar, de decidir o que é melhor para seu filho, do momento profissional em que está passando, enfim, foi assim pra mim e não me arrependo, não me critiquem meninas! Rsrsrs

Beijos, Dani”

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