Do meu filho cuido eu!

De todas as dificuldades que ser mãe me apresentou, o discernimento foi a mais difícil de eu aprender. São tantas informações que temos de mães, pais, parentes, amigos, desconhecidos e Google que para mim o  mais difícil foi diferenciar o que cabia em minha vida ou não.

 maternidade

Quando nasce um bebê, nasce uma mãe, todo mundo me falava isso, mas eu não nasci como mãe na hora que ele nasceu não, demoraram alguns dias, talvez meses. O sentimento estava lá, mas cego com medo de não dar conta, de acostumar meu filho com coisas que “jamais conseguiria reverter”.

Uma delas era a cama compartilhada. Era super contra, achava o “Óh” os pais deixarem o bebê se acostumar com isso, magina! Ai Bento nasceu e mudei, mudei por necessidade, percebi que no meu caso, ele dormia horas a mais, muitas horas se tivesse comigo na minha cama, amamentar era mais fácil, eu acordava bem e ele também, tudo ficou mais agradável desde então.

Mas não falava a respeito, quando falei uma vez, “hoje Bento dormiu na nossa cama” a reação foi: “ele não vai mais querer dormir no berço, hein!? Cuidado!”, confesso que me apavorou. Não sei bem o porque, mas me senti uma péssima mãe.

Mas ai, fui ganhando confiança, ele não dormia nada no berço e assumi. Ele gostava de colo e eu segurava ele (faço até hoje, mesmo com seus praticamente 10 quilos), muitas pessoas falavam ” ele vai se acostumar mal, deixa ele chorar um pouco!”. Ficava pensando, li muito e conclui: Deixa se acostumar mal!

Dormi até os 3 anos no meu berço, porém, no quarto dos meus pais, gostava de dar a mão para minha mãe para dormir e amei ir para meu quarto quando nos mudamos para um apartamento maior. Amei ter meu espaço, nunca dei trabalho para dormir sozinha, sempre fui uma pessoa independente, é uma característica minha. Muito do que chamam de “acostumar mal” não é bem um costume, é a personalidade. Tem bebê que desde sempre fica no berço sem se problema algum, outros levam um tempo maior, Tem bebês que amam colo, outros detestam! Não podemos nem temos que ter medo de estar prejudicando ou fazendo algo de errado. Na maternidade não há certo e errado.

Claro, é errado maltratar, mas não poderia nem chamar isso de mãe. Digo que não há certo e errado quando se faz pelo bem do bebê e o bem da mamãe. Sempre haverá pessoas contra e teorias para tudo, outro problema. A teoria diz que o bebê deve comer sozinho, você ajuda minimamente, já se sente fora da teoria, fazendo tudo errado.

Sou a favor da maternidade que respeita limites e o ser humano que nasceu. Pois é, virei mãe quando entendi que ali estava um ser humano com necessidades e respeitei as necessidades do meu filho. Não deixei minha vida para trás por isso, acostumei ele a nossa rotina também, mas sempre respeitando os seus limites de bebê.

Virei mãe quando assumi que meu filho poderá dormir comigo quando quiser, que ele ganhará colo quando se sentir inseguro e que ele vai me dizer a hora certa de comer, de comer sozinho, de tirar a fralda e etc.

Outro dia ouvi uma boa resposta para os palpiteiros críticos de plantão quando um amigo questionou o outro (era um papo de homens mesmo, não de mães) sobre o filho dele de 1 ano que não saia do colo: “Seu filho, você deixa no chão, o meu fica no colo!” Homens tão diretos e simples!

Beijos

Related Post