Entrevista: Fran Miss Mãe

A Fran foi a minha primeira amiga que saiu do virtual. Depois de trocarmos mensagens pelo Instagram, nos conhecemos pessoalmente em um evento materno, maridos estavam presentes e todos se deram super bem, continuamos amigas até hoje.

@franmissmae

Foto Matheus Cardoso

Ela é conhecida por seu jeito alegre, seus textos escrachados e seu batom vermelho, e ela é assim mesmo, pura energia. Dona de um grande coração e também muita doçura, essa é a minha entrevistada da semana: Fran Miss Mãe.

  1. Como foi sua infância no interior?

Ai! Foi deliciosa. Lembro até hoje das brincadeiras de rua: pega-pega, esconde-esconde, salada mista (rs). Fui uma criança muito feliz e criativa. Não era muito arteira, era mais do tipo de bagunçar, acho que muito por conta da minha criatividade. Brincar de Barbie, por exemplo, significava bagunçar a casa da minha mãe inteira atrás de almofadas que virassem cama, retalhos para transformar em roupa, bacias para virar piscina.

  1. Em que momento começou a sonhar em sair e vir para São Paulo?

Quando decidi fazer faculdade de jornalismo. Com o segundo grau completo, não tinha muitas opções para quem quisesse ficar por lá. Ou era trabalhar como recepcionista no consultório do fulano ou fazer faculdade na cidade próxima. Mas lá não tinha meu curso, então decidi vir para São Paulo e conquistar o meu mundo.

  1. Como foi essa vinda?

Foi dolorida, claro. Não é fácil despedir dos pais e encarar um futuro desconhecido. Pra uma menina que foi criada no interior, ir para a cidade grande é como montar num dragão sem ter habilitação (rs).

  1. Conhecia alguém por aqui?

Meu irmão e padrinho, o Flávio (que infelizmente já faleceu), morava aqui há anos. Isso me deixava mais tranquila. E também foi o motivo de minha mãe ter deixado, caso contrário, talvez hoje seria recepcionista do consultório do fulano (rs).

  1. Como conheceu o Paulo?

Assim que me mudei para cá fui trabalhar numa loja de shopping aonde conheci uma de minhas melhores amigas, a Elisângela, mais conhecida como Baiana. Anos depois ela fez amizade com o Paulo, que também é baiano, e ele entrou para a nossa turma. Éramos “amigos”. Depois dele ficar com a maioria das meninas da turma (rs), acabou ficando comigo tb, mas parou por aí. Porque assim, né… Modéstia parte, eu sou Ph%$#@. kkkkkkkkk

  1. Quando pensaram em ter filhos?
@franmissmae

Foto Matheus Cardoso

Ahhh, logo que nos casamos. 1 ano depois estávamos assistindo a um filme onde a menina tinha câncer terminal e queria aproveitar o resto do tempo para fazer o que a deixava feliz. Depois de assistir e chorar muito, decidimos não esperar mais. Era o que a gente queria!

  1. Como o blog e o instagram surgiram para você?

Com Henrique recém-nascido e o puerpério batendo na minha cachola e coração, vi no instagram a possibilidade de não estar sozinha nesse mundo maternal. Gostava de postar sobre minhas aflições e agonias e receber o apoio de outras mães. Com o tempo descobri que também poderia ajuda-las com o meu bom humor. E assim foi!

  1. Como você acha que você ajuda outras mães com essas mídias?

Principalmente com o meu bom humor e positividade. Sempre fui assim, palhaça e com uma confiança fora do comum. Acredito que a minha missão seja essa, usar o meu dom de transformar situações tristes em aprendizados felizes. A vida já é tão complicada né? Porque não colocar uma pitada de bom humor nela?

  1. Qual momento na maternidade que mais te marcou?

    @franmissmae

    Foto Matheus Cardoso

Com certeza o puerpério. Tive um baby blues fortíssismo, chorava dia e noite. Olhava para o Henrique e não conseguia imaginar como eu poderia cuidar dele. Era muita responsabilidade e um amor que não cabia dentro de mim. Superar essa fase sem entrar numa depressão foi um dos maiores desafios da maternidade até hoje pra mim.

  1. Como é criar seu filho longe da ajuda dos familiares? Alguma dica?

Não foi fácil no começo, mas hoje estamos super acostumados. A maior dica é você não deixar de fazer nada por conta do filho, apenas se adaptar a nova situação. Levamos Henrique para todos os lugares, inclusive barzinhos.

  1. Como é para você a diferença de infância que teve no interior com a que o Henrique vive aqui?

Quando decidi morar em condomínio foi mais para dar ao meu filho, essa sensação de como é brincar na rua. E isso acontece hoje. Ele brinca na rua do condomínio, que é super tranquila. Quero que ele conheça a tecnologia, mas prefira brincar e se conectar com pessoas do mundo real. Esse será o meu maior desafio, tenho certeza!

Algum recado especial para as amoras?

Amoras lindas!!! Vivam a maternidade sem culpa! Com o coração leve… Nunca se esqueçam que antes de serem mães, vocês são mulheres, e muito especiais. Se amem primeiro, assim conseguirão amar muito mais os seus filhos!

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