Entrevista Mari “Mente Magra Corpo Fino”

A Mari foi uma das primeiras pessoas que conheci no Instagram (seu perfil @mentemagracorpofino), ainda quando eu falava de saúde e fitness. Quando engravidei, deixei de seguir quase toda minha lista, o foco havia mudado e engordando daquele jeito, tudo que não queria ver eram os corpos sarados e as dicas de exercícios, mas a Mari era diferente e nunca consegui sair do espaço dela.entrevista mari mente magra corpo fino

Ela não fala de fitness, ela fala de auto amor, auto estima, auto conhecimento! Conta como emagreceu, conta o seu processo de se amar, conta da sua vida e é cheia de mensagens positivas de força, por conta disso se tornou coaching. Eu, que adoro a sua energia positiva e sua forma de ver a vida, não poderia deixar de convidá-la para uma entrevista bem gostosa aqui no meu espaço! Obrigada querida por topar!

  1. Como foi receber a notícia que estava grávida aos 16 anos?

Apesar do susto, de não estar esperando mesmo, eu fiquei muito feliz! Achei que poderia ser uma novidade muito diferente pra uma menina de 15 anos ( ele nasceu eu tinha 16) e como sempre amei ser diferente do que era comum, sempre fui amorosa e amava crianças, eu aceitei a ideia muito bem, apesar do medo do q meu pai faria! Além do que, minha irmã mais velha também estava gravida, então eu sabia que não estava sozinha, que ela poderia me ajudar, me apoiar, e isso foi muito reconfortante, de fato.

  1. Como foi sua reação ao receber seu filho nessa idade?

Fui mãezona desde o início, porque eu fumava, então já joguei o maço de cigarro fora na frente do laboratório, de tão consciente que eu era do que o que a mãe faz, passa para o bebê! Eu comecei a contar historinhas para ele desde a barriga e pôr musiquinhas calmantes porque havia lido que isso era bom pro bebê! Enfim, eu fiz tudo que pude para eliminar tudo que não era bom pra mim porque sabia que isso afetaria o bebê, e comecei a trazer novos hábitos saudáveis porque só pensava no bem-estar dele. Inclusive há 19 anos, que é idade dele, foi quando eu conheci o método shantala, de massagens relaxantes para o bebê, que além de vários benefícios para ele, ainda promove a máxima interação da mamãe e do bebe.

  1. Teve ajuda da família?

Sim, muita, sem meus pais e minha irmã eu jamais teria conseguido ter meu filho e dar tudo que dei a ele, do bom e do melhor, inclusive amor e princípios.

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  1. Como era seu dia a dia? Como conseguiu finalizar os estudos?

Eu ia para a escola de manhã e o Luis Henrique ficava com minha mãe, que o levava até minha escola todo santo dia, no horário do meu intervalo, pra eu amamenta-lo, (olha que mãezona a minha) porque lá em casa sempre priorizamos o leite materno, então ela me ajudou muito nisso também. Eu chegava em casa na hora do almoço e ela saía para o trabalho, mas já deixava ele almoçadinho, só precisava dar banho e pô-lo pra dormir! Aí eu ia dormir também, porque ele mamava de noite e eu acordava muito cedo pra escola, então estava sempre cansada. Quando ele acordava, ou mamava ou comia sua frutinha, se tinha mais de 4 meses, aí, descíamos para o parquinho do meu prédio, brincava com ele na areia, passeava com o carrinho, enfim, eram momentos de prazer pra ele e pra mim. Depois, quando subíamos para casa, eu ia arrumar um jeito de fazer minha tarefa da escola, meu pai ficava com ele ou meus irmãos. E a noite eu o fazia dormir sempre num momento recluso, onde só existisse nós dois, sabe, porque eu queria criar um ser humano calmo e tranquilo e acho que consegui, rsrs.

  1. Qual o momento que mais te marcou da maternidade?

Acho que o nascimento mesmo, a hora que eu ouvi o chorinho dele, e disse : “ah, meu bebê esta vivo, eu sou mãe agora, estamos bem, graças a Deus, deu tudo certo!”

  1. Como é hoje olhar para seu filho, na faculdade e perceber todo o caminho que percorreu?

Meu Deus, é a maior gratidão do mundo, olhar para ele e ver quantas conquistas esse moleque teve, passou na Usp, no curso que ele queria, vive a vida que sempre quis, e temos a melhor relação de mãe e filho, além de tudo somos cúmplices, é o maior reconhecimento que acertei como mãe, orientadora.mari mente magra corpo fino

  1. No seu instagram @mentemagracorpofino , você mostra muito como conseguiu emagrecer e seu processo de se amar novamente. Como você descreveria esse seu processo de autoajuda (ou auto olhar) com base na sua maternidade?

Sim, o instagram foi uma grande mola propulsora no meu emagrecimento! E durante esse processo, eu via meu filho se orgulhando de mim, e isso me incentivava mais ainda, pois além de todas as conquistas, teve um outro bônus, que era levar pro meu filho uma alimentação muito mais saudável! O meu processo de auto-ajuda com base na maternidade, me movia no sentido de “se eu fui corajosa para ter e dar minha vida por um filho aos 15 anos de idade, então eu poderia fazer qualquer coisa”, então a maternidade me motivou a conquistar o corpo dos meus sonhos, me ver mais bonita no espelho, porque eu sabia que uma mãe é um ser forte, então usei essa força pra ir atrás também desse sonho de emagrecer e me amar mais, até pra eu fosse uma mãe melhor, uma pessoa melhor.

  1. Como o instagram te auxiliou nesse processo até escolher ser coach?

 Eu estava tão envolvida com minhas seguidoras, não conseguia vê-las mal, não conseguia deixar um e-mail sem resposta, o bem estar delas já faziam parte do meu dia-a-dia,  e foi aí que um Master Coach me falou que eu tinha o dom, a vocação pra ser Coach de mulheres, e que aquilo que eu fazia no Instagram, nada mais era q um Coaching.

  1. Como percebe que essa mídia e a exposição auxilia outras mulheres?

Não acho que a mídia nem essa exposição maluca de corpos “perfeitos” auxilia as mulheres, pelo contrário, as reprime a pôr um biquíni, a desencorajam a sair da canga, a fazem ter vergonha de por uma blusinha com os braços de fora!! Criaram um estereotipo de que mulher bonita e feliz é a mulher magra, mas não a mulher de um corpo “normal”, e sim aquela magreza desmedida conseguida às custas de muitos riscos pra saúde!! Isso tem levado muitas mulheres à paranoias constantes com seu visual, o que afeta diretamente sua auto-estima e seu amor-proprio. E o que é pior, Lily, é ver como meninas de 10 anos já estão odiando seus corpos por causa desse tipo de abordagem, é muito triste, porque já sabemos que no futuro terão que ter sua auto-estima fortemente trabalhada, porque sem auto-estima e amor-proprio nossa vida não é tão plena.

  1. Como vê a relação do corpo com a dificuldade de amor próprio? Acha que tem relação? Como foi essa relação para você?

Descobri que se eu não estou bem com meu corpo, não consigo me amar por completo, isso é um fato. Doído, mas é um fato e preciso encará-lo! Tem muitas mulheres que estão muito acima do peso e dizem viver bem com isso… As admiro muito, porque eu não sei me amar quando meu corpo não esta legal, quando minha saúde esta prejudicada, porque automaticamente atrelo isso a um “abandono” da minha parte! Se eu estou engordando é porque minhas emoções estão em conflito…. Eu nunca engordei feliz! Todas as 10 vezes que engordei dos 20 anos aos 32, eu estava me odiando muito, e comia para soterrar essa emoção que eu não sabia lidar! Por isso é tão importante o auto-conhecimento, porque quanto mais a gente sabe sobre a gente mesmo, mais a gente se cura.

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  1. Hoje, quando se vê no espelho, o que encontra?

Encontro uma mulher cheia de defeitos, Lily. Mas muito melhor que ontem, porque estou em ascensão pessoal, profissional e espiritual, então procuro não ser tão rude comigo quando vejo esses defeitos, ou quando olho pro meu corpo e vejo que estou mais inchada por causa da TPM, ou porque comi demais naquele fim de semana. Eu me olho e penso que se esta ruim, preciso ser melhor, mas melhor, me tendo como parâmetro. E não, esse parâmetro de redes sociais onde você nunca sabe quem tem uma vida real ou quem é fake, assim, eu consigo ser mais gentil comigo mesma, sabe, porque se eu começo a me cobrar perfeição demais, eu não vivo bem, eu me desequilibro, eu fico chateada comigo mesma! Por isso, olhar no espelho e aceitar os meus defeitos tanto os físicos quanto os internos, tem sido meu maior objetivo pessoal no momento.

Mari, amei essa entrevista, obrigada por se abrir comigo e falar de uma parte da sua vida que foi a maternidade tão cedo. É inspirador ver uma mãe como você que apesar das dificuldades pode crescer e ver que tudo valeu a pena!

Sou sua fã amore…

Beijos

 

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