O interesse das crianças nos alimentos!

Os últimos posts de maternidade, tenho falado de Introdução Alimentar. Falei sobre a palestra do Dr. Carlos Gonzalez, expliquei o porque introduzimos alimentos na vida dos bebês (ver AQUI) e ainda falei sobre o BLW, método que esta muito na moda (ver AQUI). Hoje, falarei sobre o interesse das crianças nos alimentos e o tempo que isso dura. introdução alimentar

Nossos filhos são reflexo de nós, de nada adianta pedir respeito e ser desrespeitoso, pedir que ele fale baixo e gritar, de nada ainda a gente não ser coerente com o que ensinamos aos nossos filhos e isso é 100% importante quando falamos de alimentação.

Se você se alimenta mal, mesmo que tente ensinar um bebê a comer de tudo, ele voltará aos seus atos e sim, provavelmente vai passar a comer mal. Um bebê ais seletivo, com certeza estará mais aberto para receber alimentos, mesmo os mais saudáveis, considerados difíceis, se isso for comum no dia dele e de sua família.

É normal um bebê até um ano comer praticamente tudo que você der (mesmo que leve um tempo). Muitas pessoas dão papa amassada para os bebês até essa idade e muitas coisas ficam escondidas nessa papa. Quando o bebê vai crescendo, ele vai passando a gostar ou não de alguns alimentos e isso é normal. Até uns dois anos, você ainda consegue esconder e enganá-lo, por exemplo, evitando doces. Eu fiz isso com Bento, ele via alguém comendo doce em uma festa, pedia e eu dava outra coisa e ele ficava feliz. Com 2 anos isso parou, ele passou a entender o que quer e como quer, passam a ser mais exigentes!

É normal então, um bebê que comia de tudo, deixar de comer, passar a comer mais de um alimento e passar a rejeitar alguns alimentos (para o desespero de pais e avós) e o que fazer? Aqui vão minhas dicas para melhorar o interesse do bebê em certas comidas, mas que fique claro que não existe garantia, cada pessoa é de um jeito e tem gostos diferentes:

  1. Não compre industrializados e coma bem você! A família é o maior espelho da criança e o que vocês comem vai refletir nos seus gostos. Tenha sempre disponível alimentos saudáveis, mesmo quando a criança rejeita.
  2. Não deixe seu filho de fora dos passeios ao mercado (especialmente quando for comprar legumes, verduras e frutas), feira e etc.
  3. Ensine a ele nome dos legumes, frutas e verduras, compre brinquedos com esses alimentos
  4. Deixe ele tocar e mexer, mesmo que não coma e sempre ofereça, mesmo que ele rejeite
  5. Monte uma horta, mesmo que pequena para a criança mexer nos alimentos e sempre que possível, envolva ela na preparação dos mesmos. P_20161130_181516
  6. Não se desespere e NUNCA force a criança a comer algo que ela não quer, aceite se ela rejeitar e ofereça novamente em outra refeição.
  7. Crie um ambiente de refeição saudável, converse ria e sempre que possível, sente-se e coma com a criança.

Essas dicas não são garantia que a criança vai gostar de tudo, mas com certeza vai selecionar alguns alimentos saudáveis para se alimentar e esta ótimo.

É importante lembrar que eles tem fases também, as vezes só comem um alimento, as vezes o rejeitam, as vezes só comem outro e assim vai, nada o que se preocupar, sempre tenha opções e aceite as escolhas da criança, mas mostre as outras opções mesmo assim.

Bento, por exemplo, não é fã de legumes, ele come folhas e por incrível que pareça, sabe bem distinguir um legume de uma fruta e uma verdura. Porém, aqui, normalmente temos para todos na família: Arroz, Feijão, Legumes ou verduras, proteína e uma saladinha. introdução alimentarEle já gosta de se servir sozinho e normalmente coloca tudo no prato, mesmo que não coma. Esses dias encheu o prato de brócolis. Brócolis foi um dos primeiros alimentos que ele aprendeu a falar “bocus”, mas nunca gostou (mesmo provando). Eis que essa semana ele comeu o brócolis feliz. Nunca forcei ou insisti, mas ele sempre esteve na mesa e um dia ele resolveu comer porque é normal para ele ter aquilo.

Acredito que como tudo na vida, temos que deixar nossos filhos escolherem seus caminhos, nos resta mostrar os bons caminhos e as vantagens e deixar que eles sigam. Uma criança que tenha esse exemplo e esse tipo de comida em casa, não vai nunca preferir comer bolacha recheada, simplesmente porque nunca será uma opção para ela e se o fizer, saberá que não é sempre e sim uma exceção.

Espero que vocês estejam gostando dos posts de introdução alimentar, aqui também segue um vídeo do meu bate papo com o tema:

Related Post