Porque Introduzir alimentos? Por Carlos Gonzalez

Esse sábado fui ao encontro com o Dr. Carlos Gonzalez em São Paulo, uma das palestras foi sobre alimentação infantil para o lançamento “Meu filho não come!” e eu quero aproveitar um pouco do que foi falado na palestra, mais o que aprendi na vida para falar à respeito da Introdução alimentar. Como temos muito assunto, dividirei em posts que irão ao ar nas próximas quartas, quando falamos de maternidade no blog.

introdução alimentar

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O primeiro post será uma explicação dada pelo Dr. na palestra (confesso que não consegui ler o livro ainda, mas o farei e se precisar complemento com mais posts depois) do poque introduzimos alimentos na dieta dos nossos filhos. A resposta, acredito eu, irá acalmar muitos corações de mães por ai e por isso, acho um post importante.

Antes de começar a palestra, minha amiga me olhou e disse: “Quem sabe agora ele não resolve o problema do meu filho!” e eu que já havia lido muito material do Dr. prontamente respondi: “Esta mais para você descobrir que ele não tem problema nenhum, que o problema é você!”. Acho importante falar isso para as mães entenderem que a criança sabe o que faz e que não há absolutamente nada que você possa fazer para forçá-lo a comer e pior, as tentativas poderão até causar efeito contrário.

O leite materno, único alimento recomendado pela Organização Mundial da Saúde para oferecer ao bebê até os 6 meses, deve ser oferecido em livre demanda (se não sabe oque é, leia esse POST antes). Ou seja, até os 6 meses, confiamos que o bebê saiba o quanto ele precisa e o momento que ele precisa! Porque então, depois disso, ele deixaria de saber o que ele precisa e a quantidade que ele precisa?

A idade que a introdução é sugerida já mudou diversas vezes e por mais que sua mãe diga que quando você era bebê você tomava suco aos 3 meses e tudo deu certo, existe uma explicação do porque começou-se a oferecer alimentos cada vez mais cedo, porém, hoje essa prática é condenada, pois até os 6 meses, o sistema digestivo do bebê não esta preparada para receber outro tipo de alimento que não o leite materno e não tem o porque, já que esse leite é completo para o bebê.

Com a II Guerra Mundial, os homens saindo para a batalha, as mulheres que eram amas de leite e cuidavam do bebê, amamentando o pequeno até de madrugada, 24 horas por dia, tiveram a oportunidade de trabalhar fora, menos horas e ganhando mais. Na falta de quem amamentasse os bebês (porque as mães nobres não o faziam), começou-se a preparar as primeiras fórmulas que eram misturas de leite, água e outras coisas em determinadas proporções. Porém, por ser fraca, as pessoas precisavam introduzir alimentos mais cedo para os bebês receberem diferentes nutrientes. Nessa época, o suco de laranja chegou a ser introduzido aos 15 dias e peixe com 1 mês.

Hoje, é consenso geral que o leite materno é o melhor alimento para esse bebê e a introdução aos 6 meses só é feita porque nessa época o bebê pode ter uma insuficiência de ferro (que pode ser complementado caso necessário). Somente isso falta ao leite materno, todos os outros nutrientes e calorias necessárias para o bebê ele tem! Mas mais do que isso, introduz alimentos ao bebê porque ele não pode mamar o resto da vida e ponto.lily fontana e carlos gonzales

Isso mesmo que você ouviu, se seu filho rejeitar a batata, a pera ou a maçã, não tem problema algum! Isso porque ele tem o leite materno e esses alimentos são fracos em ferro. Você oferece esses alimentos porque ele precisa aprender a comer e só. Assim como ele anda no tempo dele, assim como ele deve desfraldar no tempo dele, assim como ele senta no tempo dele, ele irá se alimentar no tempo dele. Por isso, a recomendação é de amamentar no peito por 2 anos ou mais!

A palavra introdução e a recomendação de alguns pediatras sobre tudo que o bebê precisa comer e seus cronogramas e horários desesperam as mães que acham que a criança precisa comer desesperadamente, porém a insistência pode gerar traumas e não ajudá-la. Você quer que seu filho coma bem? Simplesmente tenha esses alimentos em casa (e corte as porcarias, é a hora de rever a alimentação de toda família), mas não force, ninguém pode ser obrigado a gostar de algo que não goste, mas talvez o contato mais perto com certos alimentos, faça a criança provar o mesmo mais vezes até se acostumar.

Os bebês tem estômagos pequenos e precisam de alto índice de calorias para crescer o tanto que eles crescem, por isso, uma sopa de legumes batida pode não ser suficiente para ele e por isso que muitas vezes ele come bem essa sopa mas diminui as quantidades quando você adiciona outros alimentos mais calóricos, simplesmente por ser suficiente.

Sim, os bebês comem o suficiente para eles e você não saberá o quanto é isso se não observar o bebê, você deve aprender a confiar nisso e NUNCA forçá-lo a comer mais, nem um pouco, nem meia colher, nada. Alias, o Dr. é a favor da autonomia do bebê que come sozinho, e apesar de não citar exatamente isso na palestra, uma das formas de alimentar o bebê assim é pelo tal do tão famoso BLW.

O post esta longo e na próxima semana explicarei o BLW como é e como vejo para vocês e assim volto a falar do Dr. Fofo Gonzales.

Enfim mamãe, ofereça o alimento, não se desespere se ele não quiser e nem com quantidade ou variedade, especialmente no primeiro ano, o leite materno é o alimento principal para esse bebê até então e se seu bebê não come nada, fale com a pediatra para ver a necessidade dele tomar ferro enquanto aprende a se alimentar. Se seu filho continuar comendo pouco e pouca variedade, busque apresentar mais variedade, faça uma horta, peça ajuda para preparar a comida, mas deixe que ele escolha o que e quanto comer. Nada garante que ele comerá hoje, amanhã, mas crescerá uma pessoa apta a provar e é isso que importa.

TE deixo com a pergunta: “Será que seu filho não come ou ele não come o que você quer?”

Beijos

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