Qual o problema com o excesso de amor?

Estou passando alguns posts interessantes do meu antigo blog para esse e justamente hoje, encontrei esse texto: “Qual o problema com o excesso de amor?”. Escrevi quando Bento tinha quase dois meses (idade da Chiara hoje) logo que descobri que era muito melhor criar o filho grudadinho, no colo, na cama compartilhada e etc. Escrevi meio que inconformada com conselhos que recebia falando exatamente o contrário e eu que relutei um pouco para seguir meu coração, descobri que a maternidade era mil vezes melhor se o fizesse. Hoje mesmo Bento foi para o aniversário de um amigo sem mim, foi sozinho e feliz. Ele é um menino assim: independente e o fato de tê-lo criado grudado em mim não mudou em nada isso, pelo contrário! Hoje, pude não ter dúvidas e seguir meu coração desde o primeiro dia da Chiara! maternidade

“Desde que engravidei, tenho me tornado muito filosofa (rsrs, mas é verdade) fico horas pensando na vida, no sentido, nos filhos, em mil coisas! Acho que ao ser mãe, começamos a descobrir melhor o sentido da vida e de tudo que fizemos até então. O assunto que vem me pegando no momento, é o tal do criar com apego ou não!? Porque temos tanto medo do bebê se acostumar com colo e carinho?

A alguns anos fui visitar uma amiga que tinha acabado de ganhar bebê, não lembro a idade dele, mas não tinha nem um mês. Ela amamentou, trocou e colocou o pequeno no berço, fomos para a sala e ele começou a chorar e ela não ligou muito, eu disse: “o bebê esta chorando!” e ela respondeu com a maior tranquilidade do planeta:” ele esta bem, esta alimentado e seco e logo para”. Na época, me enchi de admiração.

Pouco tempo antes tinha sido au pair nos EUA, uma babá que vive na casa dos americanos. Lá cuidei de um casal de gêmeos de 2 anos, lembro que quando cheguei, a menina não dormia sem TV, mamadeira e alguém no quarto. Eu, mesmo sem experiencia grande com crianças, me dediquei a ensiná-la a ficar sozinha, afinal, só tinha folga depois que ela dormia e assim ela aprendeu! Ao ver essa amiga lidando com uma facilidade tão grande com o seu bebê dormir, pensei: “quando for mãe, serei assim.”

Pensava assim até engravidar e correr atrás do parto humanizado, além do parto, se tocam muito no assunto do aleitamento materno, do apego ao criar o bebê. Até então, nunca tinha pensado que a necessidade daquele bebê não era bem física e sim emocional! Desde de que meu filho nasceu, vivo no maior grude com ele e depois de muito relutar com os conselhos sobre como ele ficará mal acostumado, hoje aceito esse fato com grande orgulho!

Desde então tenho pensado: Qual é o problema da nossa sociedade hoje em dia que tem tanto medo de um ser tão pequeno se acostumar com excesso de amor? Que fique claro, não estou criticando quem deixa chorar, cada mãe sabe o que é melhor para seu filho e seu relacionamento. Mas toda vez que meu bebê chora sozinho no berço e eu me pego pensando: “deixa ele lá um pouco, logo se acostumará a não ficar grudado comigo” também me pergunto “porque?!” e pego ele e dou um abraço grande!

Ai me lembro da mesma menininha que ensinei a dormir sozinha, fiz isso devagar, conversei e expliquei como ela precisava ficar sozinha, mas que estaria lá se ela precisasse, deixava ela no quarto e  indicava que iria ao banheiro e já voltava, voltava e indicava que iria ver os irmãos no quarto e voltava, ela não sofreu nada e logo ficou sozinha!

Acredito hoje que tenho que respeitar a necessidade do meu filho, afinal, isso é o papel da mãe! Com o tempo, suas necessidades irão mudar, ele ainda tem quase dois meses, mal enxerga e mal entende que nasceu! Logo, começará a ver um mundo novo, cores, brinquedos e por si só irá gostar do berço como seu espaço (ele ainda não entende oque é espaço), da sua cadeirinha, do tapetinho e vai se afastar naturalmente do colo da mãe! E nessa hora, a mamãe aqui vai morrer de orgulho e de saudade.

Não sei se tratá-lo assim deixará ele mais confiante no futuro, se deixa-lo no berço pode gerar uma síndrome do abandono, enfim, acho que há muito exagero em certas teorias, mas o que me pergunto é isso, qual o problema do excesso de amor? Que ser não gosta de ser amado? Quem não é mais feliz, confiante quando se sente protegido? Não falo de excessos nem de amor, nem de liberdade, falo de dar o que aquela criança recém nascida sente!

Em algumas culturas, a mãe volta a trabalhar logo depois que o bebê nasce e sem muita opção, ela amarra o bebê no corpo (inclusive com acesso total aos seus seios) e vai trabalhar. O pequeno cresce assim, grudado na mãe, não chora, não se estressa! Nessas culturas, as mães não entendem nem bem o que é a tal da “cólica” que tanto nos aflige por aqui e a criança quando cresce normalmente, independente! A mãe da liberdade ao filho, quando ele esta pronto para recebe-la.

Enfim, hoje é assim que penso, mas tenho só um filho, amanhã, não sei se irei me arrepender ou não, mas sei que sempre ficarei feliz de ter aproveitado o máximo de tempo que tive grudado no meu agarradinho!

E você, o que acha?

Eu diria: Ame mais, pense menos!!!

Beijos”

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