Ser mãe é: Morrer de medo e amor!

De todas as mudanças que aconteceram quando meu filho nasceu, a mamãe medrosa foi para mim a pior! As noites mal dormidas, os choros sem causa, ah, isso tudo já tinha ouvido falar, lógico, é sempre pior quando a gente passa, mas tudo contornável e nada como uma noite bem dormida para tudo melhorar. Mas para esse medo, ixi, não vejo muita cura.

casa da lily, medo de mãeQuando a gente se torna mãe, uma alegria invade o 3030coração e quanto maior a alegria, maior o medo! Sou uma pessoa positiva, acredito no poder dos pensamentos e por isso evito ao máximo os pensamentos negativos! Porém, desde que Bento nasceu, meio que involuntariamente, os pensamentos negativos me invadem.

É tanto medo que é inevitável! Conversando com algumas mamães no meu Instagram (corre Lá AQUI) percebi que todas dividem esse diabinho no ombro depois que o bebê nasce, acredito que deva ser até algo natural e instintivo, um instinto de proteção que nos invade.

Medos que até então não faziam parte do meu eu, estão fazendo acampamento no meu coração. Dos menores, medo de errar, de fazer algo que se tornará irreversível depois, medo do leite não ser suficiente, de estar prejudicando o bebê com meus radicalismos natureba (como no caso da amamentação exclusiva que abri mão, conto AQUI), medo dele nunca mais querer dormir na cama dele, por dormir com os pais as vezes (esse menor, não ligo muito para isso, acho que passando confiança para a criança isso é reversível, mas vejo muita mãe que morre de medo disso por ai), medo de meu sexto sentido não estar funcionando corretamente e algo de mal acontecer, medo de confiar muito no sexto sentido.

Não sou dessas mães mais precavidas que não deixam o cachorro chegar perto, ou que verificam as regras de segurança mil vezes, ou que olha o bebê toda hora para ver se ele esta respirando. Sou mais desencanada, levei meu filho no shopping com 2 meses, saio com ele normalmente, enfim! Mas mesmo assim, alguns medos são desesperadores!

Dos mais graves, medo de alguma doença me atingir, o papai ou pior o bebê! Medo de sem poder dizer tchau, ir embora desse mundo de repente (só de ir já morro de medo, de ir sem ver meu filho então), medo maior, desse meu anjo ir! Como acredito no poder do pensamento, quando me vejo apavorada com esse medo (a ponto de pensar se ser mãe foi mesmo uma boa ideia e sabendo claro que foi a melhor ideia do mundo), me pego implantando pensamentos de futuro, do bebê criança, crescendo, de mais um filho, dele se formando, casando e ai, medo de novo, do tempo estar passando enquanto penso.

Enfim, ser mãe é isso, morrer de amor e na mesma proporção de medo. Se passa? Não sei. Se piora? Talvez! Porém temos que nos acostumar e guardar esses medos no fundo, confiar que toda decisão vinda do coração é a decisão certa e ter certeza que seja lá o que o amanhã nos reserva, estar perto de quem a gente ama e agradecer cada segundo (já agradeci por meses, anos de vida, hoje cada segundinho é sagrado) de vida ao lado dessas pessoas. E percebo o quanto sou abençoada por viver essas emoções, só uma mãe conhece isso.

Beijos

 

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