Serviço de faz tudo, até de pais se faz!

Não faz muito tempo fui a um aniversário de criança, tinham tantas babas acompanhando os pais (muitos com somente 1 criança) que sai um pouco chocada. Meu marido inclusive brincou que só conversou com elas e nenhum pai ou mãe, pois ele que acompanhava Bento nos brinquedos e era o único a fazer isso. Essa semana saiu uma reportagem no site da UOL sobre uma escola no Jardins que oferece serviço de faz-tudo para os pais. (veja matéria AQUI).

Hoje em dia tem muita gente querendo ter filhos e poucos qfamiliauerendo ser pais. Fico triste não com a escola que atendendo a demanda de pais ocupados de mais para seus filhos, oferece serviço de lavanderia de uniforme, corte de cabelo, comida congelada para fim de semana e até professora que pode ser contratada como babá nas horas vagas, além do horário das 8:00 ás 20:00, mas com a quantidade de pais que não tem prazer de estar com os filhos, que terceirizam seus papeis (e claro que não necessariamente todos os pais que tem seus filhos nessas escolas são assim).

Já pensou nisso? O tempo de qualidade que tanto falam tem sido mal traduzido para alguns minutos brincando com a criança e ponto. Não é esse o papel dos pais, vai muito além, para ser pai precisa-se de tempo. Alias, desculpe pois não sou de julgar a maternidade alheia, cada um sabe de si e como conduzir sua maternidade, mas como ter tempo de qualidade das 20:00 quando a criança chega já cansada, até as 8:00 quando já precisa estar na escola ou nos fim de semanas com uma babá a tira colo?

A facilidade das tarefas do dia a dia? Claro! Porque não?! Mas será que pais que pagam por serviços como esse (que alias, sinceramente deve ter dinheiro para pagar outras pessoas para fazerem) estão buscando realmente mais tempo com os filhos ou simplesmente terceirizar o seu papel? Tenho certeza que encontraremos os dois lados nessa moeda.

No caso a escola esta se ajustando a isso. Não somente a demanda puxada de trabalho de quem quer subir na vida e dar tudo para o filho (que na realidade só quer a presença do pai), mas a pai e mãe que não tem prazer em serem pais e mães.

Não é triste pensar que muitos pais preferem ir a uma festa infantil e ficar somente com os amigos de lado despreocupados do que olhar seus filhos, brincar de pega a pega, esconde esconde, de balão? Não é triste que ir ao mercado ou feira ou qualquer outra tarefa do dia a dia com uma criança tenha se tornado um problema? Não é triste ver que tanta gente prefere que outras pessoas, mesmo que de confiança, desconhecidas, criem em seus filhos bases que eles levaram para a vida toda?

Não é a toa que as doenças emocionais são as doenças do século, porque essa conta, não se paga com dinheiro, infelizmente e é muito alta!

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