Sobrevivemos: Crise dos 2 anos!

Seu filho era um bebê bacana, um dia parece que virou do avesso? Começou a se jogar no chão, aparentemente sem motivo, quebrar tudo, responder e bater? Pois bem vinda a crise dos 2 anos, a também conhecida “Terrible Two” ou “Terriveis 2 anos”.

crise dos 2 anos

Não gosto dessas versões que usam o “terrível” no título, uma forma de já julgar e assustar, prefiro crise, que assim como todas, busca-se alternativas e há soluções! Gosto de crise, pois é passageira e acredite: É Passageira.

Existe uma explicação física para essa tal crise! O bebê, que nasce com a parte do cérebro racional pouco desenvolvida, apresenta uma evolução nessa fase e se torna incapaz de controla-la, por isso, muitas crises são sem “motivos”! Imagine para um bebê que só queria mamar e brincar e tudo era permitido, seu cérebro instintivo super desenvolvido estava feliz e satisfeito. O bebê cresceu, começa a experimentar, através do cérebro instintivo ainda, mas ai dizem que não pode, não deve, que tem que pensar. Essa parte do cérebro não funciona bem, ele não entende o que pensar significa, ele age por instinto e sua frustração é grande, incapz de controlar o cérebro racional, o emocional explode.

Num linguajar bem popular e não querendo explorar muito, é isso que acontece, o bebê não tem capacidade de entender como a gente imagina! Portanto, é uma fase que exige de nós muita paciencia!

Bento começou antes dos 2 anos, com mais ou menos 1 ano e 8 meses, tinha dias impossíveis, loucos e insuportáveis. Um choro atrás de outro, corria atrás dele o dia inteirinho para corrigi-lo e quando eu fazia, ele simplesmente fazia exatamente o que pedi que não fizesse. Eu, que por opção e muita leitura, optei por uma educação leve, empática, amorosa e muito explicativa, me questionei! Me cobravam ser mais brava, mais dura, eu tinha que controlar o menino antes que ele me controlasse e por diversos momentos chorei! Chorei me sentindo incapaz e por achar que tudo aquilo que acreditava sobre maternidade estava errada. Pensava nos castigos que deveria dar e até me questionei se não deveria bater nele e ser rígida.

Porém, li e reli sobre a histórinha do cérebro deles e tentava acreditar a todo momento que ele não sabia o que estava fazendo, que era uma fase necessária para seu desenvolvimento e que assim como muitas fases da maternidade, teria que tentar levar pelo lado positivo, ver o lado bom, mesmo que alguns dias, fosse impossível.

A irmã chegou e o que parecia impossível aconteceu: Piorou! Ele até que ficou bem quando só estavámos nós, mas era só chegar alguém em casa que ele enlouquecia, literalmente! Por incrível que pareça, com ela ele sempre foi luz, carinho e amor! Esse era o lado bom.

Meu medo era que ele fosse uma pessoa má, pois batia sem razão e parecia achar engraçado. Só Deus e São Bento sabem o quanto rezei para ser realmente a tal fase dos 2 anos que tanto falam, que não fosse personalidade, que ele não fosse essa pessoinha muitas vezes má!

No meio do turbilhão, não sei nem quando sai dele, só sei que um dia percebi que as birras cessaram, que ele estava carinhoso novamente, que estava mais compreensivo. As vezes entendia que daquele jeito não podia e simplesmente fazia de outra forma (digo as vezes porque contestar faz parte, acho necessário inclusive). O ar tranquilo, observador, doce que ele tem retornou.

Ele saiu do meio do furacão, não somente salvo, mas melhor! Ele saiu mais adorável do que já era antes, mais inteligente, mais incrível! Lógico, ele é uma criança e precisa de ser corrigido sempre, precisa de orientação, precisa de conversa e até de broncas, mas agora diminuiu a frequencia e faz sentido!

E eu? Tão orgulhosa dele e com mais certeza do caminho que decidi como mãe! Sei que ainda teremos muitas fases que ele precisará cada dia mais da minha paciência, do meu olho no olho, da minha orientação, mas sei também que ele sabe, com toda certeza, que para o bem e para o mal eu estou ali, ao seu lado, hoje e sempre!

Related Post